Um Soteropolitano cosmopolitando


"E viveram desgraçados para sempre"...HaHaHaHaHaHaHaHa...(O dia do vilão)

Eu reconto

...
Aviltado, armou um plano macabro. Coraria a água de Marzipã com uma anilina verde e grossa que, quando tomada em certa quantidade de doses, transformaria todos os soldadinhos de chumbo da cidade em gnomos débeis e saltitantes. Depois forjaria um pacto com o Dragão, a Feiticeira do nariz adunco e a Madrasta invejosa para dominar a cidade das fábulas onde ele, personagem não reverenciado, era impedido de entrar. Quando assim entrasse no Castelo Encantado e destruísse com a força de um só espirro o portão de aço e diamante, puxaria a princesa loira pelos cabelos sedosos e lhe sapecaria um beijo horripilante e demorado - só para vê-la verde e pustulenta, um sapo gordo com anel de autoridade. Já com a coroa na cabeça, mandaria raspar os cabelos do Príncipe Encantado e arrancar as unhas do seu pé de donzela, colando sobre o cocuruto uma crina dura e sebosa de asno. No final infeliz, um espetáculo fabuloso de fogos e criaturas idílicas chamuscadas por um dragão sedento de vingança e uma Feiticeira ansiosa para praticar os seus feitiços mais negros e secretos!

Para ficar nos anais da história e nos calendários das oficinas, o registro da minha indignação pela falta de um DIA DO VILÃO!



 Escrito por Flaviu às 16h31
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:::::::::: Sétimo Sono

...
O lençol menor do que a encomenda, estica daqui, estica de lá, ficando o dedão em riste ao sabor dos ventos. Olha que presa fácil para as pequenas muriçocas! Encolhe-se então, faz-se feto, engata as duas pernas entre os braços e se cobre como uma múmia sonâmbula; dos pés a cabeça. Vê-se feliz, o plano deu certo, as muriçocas zunem de insatisfação e o vento alisa o lençol, sem arranhar com frieza a pele frágil. Pisca um olho, pisca o outro, fecha tudo de uma vez só. O corpo vai afundando lentamente no colchão macio e de repente, abre-se um buraco negro, e ele vai flutuando calma e lentamente para o mundo de pálpebras fechadas e delicado cafuné. Sono leve, sonhos leves e depois um rio caudaloso de puro negrume, deixa-se ir como um toco de árvore seca, vai, vai, até desembocar num mar de anjos e praças, ou num calmo lago de Iaras e botos encantados. Molha os pés numa poça d'água, reclama do táxi que o molhou ao passar veloz sobre a poça, joga sabão numa poça e levanta bolhas no céu do parque, conta o número de poças no gramado de futebol após a tempestade. O sol vermelho, deixando os cílios invocados, odiando-se mutuamente, abre, abre! Ai, como desejavam o divorcio! Acordou com a Mãe assustada, Isso lá é idade, tentando explicar a enorme poça amarela sobre o colchão que esquecera de contar durante a madrugada entre as pálpebras e o rio que chamavam de sétimo sono.

 



 Escrito por Flaviu às 10h27
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A CONSCIÊNCIA DE CLARISSE

 

foto: Eder/ texto: Isabela de Cabralia

 

Parou em frente à janela e esperou. Qual a emoção que lhe assaltaria? Qualquer coisa que a tirasse daquela exigência de pensamento...Não era obrigada a nada daquilo.

Começou a falar baixo com o que a incomodava, como se fosse um demônio, espírito qualquer. Era paranóia disfarçada de inteligência e racionalidade.

Aquela música de não sei onde, de arranjos e notas que não fazia idéia, lhe vinha pesada, passava suavemente pela cabeça e ombros e lhe descia com um frio no estômago e certa entorpecência. Às vezes achava que ia cair.

Há, não! De novo a culpa em forma de pensamento. Será que estava louca? Não conseguir existir, meu Deus! Não conseguir pensar sem tormento, não conseguir ver sentido nas coisas que diz? Pura culpa e paralisação? Algum personagem de peça brasileira tinha a mesma impressão...Mas o autor é que era louco.

Foi então que Clarisse decidiu parar de pensar. Como seria um ser humano apensante? Amoral? Arazoável? Louco, enfim, declarado? O que resta ao homem, ou à mulher (deve haver alguma diferença) se foge à inteligência razoável? Se limita ao instinto, igualando-se a qualquer outro ser vivo? Não, sente. Sente todos os sentimentos humanos, desprovidos de reflexão.

Se só existe o que tem consciência de si, talvez ela não existiria mais...Mas isso era que eles queriam. Do que queriam convencer-la. Seria sim, lúcida de si, e do mundo. Lucidez, incognoscível, porém. Sua salvação seria a música cuja letra não conseguia compreender.

Na mesma noite, começou a gritar poesias de letras sem palavras. Há, e sentia uma alegria tão grande! Sentia a infinitude e o inexplicável do mundo...Não se angustiava com os mistérios. Podia mesmo compreendê-los! Pôde compreender o amor, os deuses, as guerras, os ódios, os santos, sexos, taras e devoções. Os artistas, alguns ditadores apaixonados. Pôde ver como nunca. Descobriu que os sentidos estavam todos ali. E que o espírito podia se diluir. As feições dos outros e das pedras a inundavam de sentimentos mais que diversos...

Desprovidos da reflexão, os sentimentos não fazem tão mau porque assim não os concebemos. E eles são tantos! E tanto chorava e tanto gritava e sorria e abraçava e batia, que já não havia classes e quase nem corpo. Só o belo sentir da beleza ao repugnante.

Mas aí, de repente, começou uma angústia que não era dor na alma da mente, que não referia a nada. Uma angústia sem problema, angústia física, que podia se pegar com a mão. Ela não dizia a que vinha. Também, se dissesse, ela não ia entender. Mas compreendia o que era aquilo. A perturbação encontrou o seu esconderijo. Buscou uma outra forma de toca-la – lhe veio a dor sem explicação, essas que provocam umas doenças novas de nomes.

E agora? Voltou a pensar imediatamente. Enquanto existisse, sentiria aquilo. A angústia de ser louco é arracional. E ficou num canto sem força, sem mais se debater. Encolheu o corpo e se segurou em si, esperando que tudo passasse. E não a levasse. Por motivo qualquer que chamam esperança, ainda não queria ser levada. E sequer entendia o porquê. Mas era medo do desconhecido.

 

 



 Escrito por Flaviu às 03h34
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LA "SAUDADE"

 

 

 

Todas las lenguas, ricas o pobres, tienen una expresión que determina, si no el carácter, al menos una manifestación peculiar de la raza o pueblo que la usa… El portugués tiene la palabra “saudade” que abarca por sí sola toda la escala graduada del sentimiento, porque permite expresar no sólo la tristeza de una despedida, la alegría de un recuerdo, la delicadeza de una emoción, la verdad de una esperanza, la nostalgia de la patria, esa melancolía de la ausencia, la afección de una amistad, la fuerza de un vínculo, la sombra de una pena, la sensación de un afecto o la forma de pensamiento imperecedero. “Saudade” es todo esto; “Saudade” no puede ser traducido en ningún idioma con una sola palabra. “Saudade” es vida, es recuerdo, es pena, es alegría, es esperanza, es nostalgia, es vínculo, es amistad, es cariño, es afecto, es todo, porque se puede aplicar a todas las situaciones en que el alma quiere expresar su fuerza, poniendo as su servicio el corazón.

“Saudade”, palabra mágica que los brasileños usan con las modificaciones que sus espíritus delicados y su cultura distinguida saben expresar… “Saudade”, alma de un idioma y alma de un pueblo que sabe sentir y que en sus latidos sabe unir sus sentimientos a aquellos que le son queridos.

 

"Com que voz, chorarei meu triste fado
Que em tão dura paixão me sepultou
Que mor não seja a dor que me deixou
O tempo, de meu bem desenganado.
Mas chorar não se estima neste estado
Aonde suspirar nunca aproveitou
Triste quero viver, pois se mudou
Em tristeza a alegria do passado.
De tanto mal, a causa é amor puro
Devido a quem de mim tenho ausente
Por quem a vida e bens dele aventuro."


 



 Escrito por Flaviu às 13h08
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Mario Benedetti (Uruguay)

 

Mario Benedetti (Foto: Omar Meneses/La Jornada)Bandera

 

 

"Hay gente que entiende lo que está pasando, pero se limitan a lamentarlo. Falta pasión, ese es el secreto de este gran globo democrático en que nos hemos convertido. Durante varios lustros hemos sido serenos, objetivos, pero la objetividad es inofensiva, no sirve para cambiar el mundo, ni siquiera para cambiar un país de bolsillo como éste. Hace falta pasión, y pasión gritada, o pensada a los gritos, o escrita a los gritos. Hay que gritarle en el oído a la gente, ya que su aparente sordera es una especie de autodefensa, de cobarde y malsana autodefensa. Hay que lograr que se despierte en los demás la verguenza de sí mismos, que se sustituya en ellos la autodefensa por el autoasco. El día que sientas asco de tu propia pasividad, ese día te convertirás en algo útil.”

 

 

“LA TREGUA”

 (Montevideo - 1960)

 Escrito por Flaviu às 16h52
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- La diva más poderosa de la música brasileña

  • MARISA MONTE

Para los que no conocen esta es Marisa Monte, en mi opinion, la  mejor cantante e intérprete de Brasil en la actualidad.Nascida en Rio de Janeiro,hija del ex-director de la Escuela de Samba Portela, Marisa empezó su carrera muy temprano, a los diesisiete años fue estudiar canto lírico en Itália, dónde cantaba musica brasileña en algunos bares de Roma.Cuándo volvió a Brasil fue invitada a grabar su primer disco, hoy son cerca de seis discos, una marca de calidad, algunos trabajos como productora musical y muchas composiciones en la compañía de sus amigos Nando Reis, Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown, entre muchos. Ella es intérprete de canciones de muchos genios de la musica de Brasil como: Caetano Veloso, Gilberto Gil, Paulinho da Viola,Roberto Carlos.

Marisa Monte poseé un estilo muy romántico y sencible, es muy lindo cuando interpreta las sambas canciones antiguas asi como cuando canta algo más pop. Es dueña de una voz muy suave y muy carismática y de composiciones llenas de poesía y simplicidad, en sus conciertos hay una gracia, un perfeccionismo:en la tecnica,en los musicos, en su postura cénica.

 Su éxito no tiene nada de comercial, al revés, Marisa evita la mídia y prensa, tiene una vida muy reservada.Ella tiene los derechos de auctoría de toda su obra fonográfica, algo raro en el mundo de explotación de las Grabadoras, hizo valer su voluntad en los contractos.En Brasil ella es muy popular debido a sus canciones seren temas de algunas telenovelas como "Bem que se quis", y en el extranjero és más conocida entre la clase más intelectual del medio de la musica,hizo muchos conciertos en Europa y Estados Unidos (vivió muchos años alli tambien).A los 36 años de edad y recién mamá, Marisa es una persona muy madura y creo que hará todavía grandiosos trabajos artísticos, promete una gran vuelta a los escenarios en 2005.

En los paises hispano-hablantes ella es muy poco conocida, pero récien fue nominada al grammy latino en dos categorias por su ultimo trabajo en la companía de Carlinhos Brown y Arnaldo Antunes, "Os Tribalistas".El disco tuvo mucho suceso y algunos hits como "Já sei namorar" ha tocado mucho por las radios latinas y europeas.

Ella es bonita,talentosa,creativa,independiente,emocionante...simplemente Marisa Monte!!!! Conocedla!!!

www.marisamonte.com.br

 



 Escrito por Flaviu às 21h12
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LITERATURA -de Alejandro Casona- "La Dama del alba" (España-1944)

?Quién tiene miedo de la Muerte?Sepa que ella tiene miedo de si misma:"La Dama de Alba"...una muerte perfidia e infeliz.      

Lean este fragmento de la obra teatral "La Dama del Alba".Casona nos presenta a la muerte, simbólicamente disfrazada de una bella mujer, “la Peregrina".Ella es sencillamente fascinante ya que nos muestra un lado de la muerte nunca antes conocida: no es indiferente sino consoladora, y hasta se pudiera decir bondadosa.

Es envidiosa de la vida, franca, siente nostalgia del amor humano y consiente que su felicidad es inalacanzable. Ella está condenada por el destino (aunque no le gusta), a cumplir con su trabajo eficientemente mientras poseé un corazón de mujer, por lo que sufre amargamente.

La profundidad de sus palabras y la veracidad de sus pensasimientos son sin duda algun uno de los más buenos elementos que usó Casona. Este personaje es un claro ejemplo del movimiento literario, realismo mágico aunque también se le puede atribuir el surrealismo, ya que ella está teniendo una lucha interna con el mundo y consigo misma.

ABUELO: Basta. No pretendas envolverme con palabras. Por hermosa que quieras presentarte, yo sé que eres la mala yerba en el trigo y el muérdago en el árbol.Sal de mi casa!No estaré tranquilo hasta que te vea lejos.

PEREGRINA:Me extraña de ti.Bien está que me imaginen odiosa los cobardes. Pero tú perteneces a un pueblo que ha sabido siempre mirarme de frente. Vuestros poetas me cantaron como a una novia.Vuestros místicos, como una redención. Y el más grande de vuestros sabios me llamó libertad.Yo misma se lo oí decir a sus discípulos, mientras se desangraba en el agua del baño:?Quieres saber dónde está la libertad verdadera? !Todas las venas de tu cuerpo pueden conducirte a ella!

ABUELO:Yo no he leído los libros.Sólo sé de ti lo que saben el perro y el caballo.

PEREGRINA:(Con una profunda emoción de queja) Entonces,?por qué me condenas sin conocerme bien? También yo quisiera adornarme con rosas como las campesinas , vivir entre niños felices y tener un hombre hermoso a quien amar.Pero cuando voy a cortar las rosas, todo el jardín se me hiela. Cuando los niños juegan conmigo, tengo que volver la cabezapor miedo a que se me queden fríos al tocarlos. Y en cuanto a los hombres, ? de qué sirve que los más hermosos me busquen a caballo, si al besarlos siento que sus brazos inútiles me resbalan sin fuerza a la cintura? (Desesperada) ?Comprendes ahora lo amargo de mi destino? Presenciar todos los dolores sin poder llorar? Tener todos los sentimientos de una mujer sin poder usar ninguno...!Y estar condenada a matar siempre, siempre, sin poder morir!

(Cae abrumada en el sillón , con la frente entre las manos. El abuelo la mira conmovido. Se acerca y le pone cordialmente una mano sobre el hombro).

ABUELO:Pobre mujer.

PEREGRINA:Gracias, abuelo.Te había pedido un poco de comprensión y me has llamado mujer, que es la palabra más hermosa en labios de hombre.(Toma el bordón que ha dejado apoyado en la chimenea) En tu casa ya no tengo nada que hacer esta noche; pero me esperan en otros sitios.Adiós (Va hacia la puerta)

 

 



 Escrito por Flaviu às 22h20
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De Silviano Santiago para vocês : umas das pérolas do seu "EM LIBERDADE".

 foto-Lavínia Vlasak(atriz)

A paixão à priori                                        

Amar não é o bastante. O poeta fala do corpo da amada, do seu desejo de olhá-la,acariciá-la,beijá-la. Do seu desejo de possuí-la, com amor ou volúpia. O poeta fala, e subentende-se que ele ama, olha, acaricia,beija. Possui uma mulher concreta, de carne e osso, que ele, carinhosamente, envolve com palavras ao fazer o seu poema.Isso não é suficiente. O amor não é o ponto final da experiência humana. O amor esgota-se no gozo carnal, sempre renovado (é claro), mas restrito na sua fome de conhecimento. A energia do homem, ou força da sua literatura não se esgotam no amor.Não se enriquece a situação transferindo-se para o campo do divino a experiência carnalda atração dos corpos.Maria não é musa, nem o pode ser na triste e eterna condição de virgem.Tampouco gozamos com o intuito primordial de procriar.O amor, quando se monogamiza em casamento, ou se espiritualiza em aperfeiçoamento da geração futura, vira dever.O amor não é casto.Se essas são formas degradadas do amor, o amor é paixão.
A paixão não é masculina;nem feminina.O sexo é um componente como qualquer outro, sem hierarquia ou domínio.
Encontrei a paixão como meta da minha situação significativa no mundo.PAIXÃO EM TODAS AS DIREÇÕES E POR TODOS OS LADOS. Saber que o meu corpo se deixa atrair por tudo o que me cerca no cotidiano.Deixa-se atrair, é atraído, é invadido, possui e é possuído.Serve de motor para que a máquina do corpo continue a funcionar, certificando-me de que estou realizando coisas concretas ao meu redor.Só compreendo o fazer como paixão.Com paixão entrego-me a todas as formas do fazer:o fazer das engrenagens íntimas (os intrincados mecanismos do corpo humano, e sua higiene diária); o das atividades prazerozas (a comida, a mulher, o cigarro e a aguardente); o fazer profissional (este escrver, por exemplo); o fazer mais nobre que é o de transformar o homaem e a sociedade num homem menos sofrido e numa sociedade mais justa. Tudo isso feito com paixão (...).



 Escrito por Flaviu às 20h34
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 Escrito por João Juan às 15h56
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